Os maiores salários do esporte em 2017

Maiores salários do esporte em 2017
Saiu a mais atualizada lista dos maiores salários do esporte em 2017. A Forbes mais uma vez revela quem são os atletas mais bem pagos do planeta e, pelo segundo ano consecutivo, o jogador de futebol português Cristino Ronaldo encabeça a lista. Grandes mudanças vem ocorrendo nos últimos anos e já não vemos mais entre os dez os jogadores de golfe consegrados Tiger Woods e Phil Mickelson, que estavam quase sempre nas primeiras posições. Roger Federer se manteve bem, mas Novak Djokovic caiu e Rafael Nadal está apenas na posição 33. O melhor brasileiro é Neymar, que ocupa a décima oitava colocação, enquanto que a melhor no feminino é Serena Williams, que está na posição 51.

Cristiano Ronaldo é o atleta mais bem pago de 2017
1. Cristiano Ronaldo
U$ 93 milhões
FUTEBOL
O jogador de futebol Cristiano Ronaldo não está muito bem no Real Madrid, pelo menos em termos de relacionamentos com a torcida e com a imprensa. Já dentro de campo é só alegria, Conquistas de títulos importantes como a Champions League, o Mundial de Clubes e até Eurocopa com Portugal só ajudaram o astro português a ganhar cada vez mais dinheiro, assim não teve jeito e ele figurou mais uma vez no topo da lista.

LeBron James é o segundo atleta mais bem pago de 2017
2. LeBron James
U$ 86.2 milhões
BASQUETE
No ano passado ele conseguiu um milagre com seus companheiros e levou o Cleveland Cavaliers ao seu primeiro título de campeão da NBA. Naturalmente aquele que é um dos melhores jogadores de todos os tempos não iria perder desempenho neste ano, uma nova final disputada era algo mais do que claro de que iria acontecer novamente, por isso mesmo ele mereceu uma quantia ainda maior de dinheiro no bolso para garantir a segunda colocação na lista.

Messi é o terceiro atleta mais bem pago de 2017
3. Lionel Messi
U$ 80 milhões
FUTEBOL
Não era muito comum ver o futebol figurando no top 10 dos mais bem pagos do mundo. Perto do topo da lista então muito menos. Esse era um lugar típico de golfistas e boxeadores, por mais incrível que isso possa parecer. Mas aos poucos a lista começou a ficar cada vez mais variada, contando com uma mistura de basquete com futebol americano e tênis. O argentino Lionel Messi vem subindo mais a cada ano e, mesmo que o Barcelona já não seja mais aquele Barcelona de tantas glórias, sua conta bancária fica cada vez mais inchada.

Roger Federer é o quarto atleta mais bem pago de 2017
4. Roger Federer
U$ 80 milhões
TÊNIS
O tenista suíço Roger Federer vem impressionando nos últimos anos por sua longevidade no esporte. No ano passado ele voltou a jogar muito bem e assim acumulou ganhos que não vinha tendo tanto. Para o ano que vem é possível que sua posição melhore ainda mais, pois ele continua dando trabalho para seus adversários e até mesmo ganhando títulos importantes como os de Grand Slam.

Kevin Durant é o quinto atleta mais bem pago de 2017
5. Kevin Durant
U$ 60.6 milhões
BASQUETE
O Basquete é o esporte que tem mais atletas no top 10 da lista. Kevin Durant trocou seu antigo time pelo Golden State Warriors e por um trocado de dólares a mais. Seu salário aumentou e seu prestígio foi até o céu. Ele foi contratado para ajudar o Warriors a recuperar o título da NBA que havia perdido em 2016. Nada mais natural do que ser muito bem pago por essa tarefa tão importante.

Luck é o sexto atleta mais bem pago de 2017
6. Andrew Luck
U$ 50 milhões
FUTEBOL AMERICANO
O Drew Brees caiu para décimo primeiro e, pasmem, Tom Brady não está em uma lista com 100 nomes! Ou seja ele ganhou menos de 21 milhões de dólares, pobre coitado! O futebol americano só não paga menos que o Beisebol, que só vê seu primeiro nome na vigésima oitava posição com o desconhecido Clayton Kershaw. Bom para Andrew Luck que ganha bem, mas que ainda não mostrou dentro de campo se merece tanto.

Rory é o sétimo atleta mais bem pago de 2017
6. Rory McIlroy
U$ 50 milhões
GOLF
O golf é como o tênis, individual e isolado. Tiger Woods e Phil Mickelson dominaram por tantos anos, mas agora eles começam a abrir espaço para a nova geração. Rory McIlroy já viu dias melhores com seu jogo, porém agora ele vê dias ainda melhores com o dinheiro no bolso. Talvez Jordan Spieth, que está na vigésima primeira posição neste ano, apareça por aqui em breve. Até lá quem sorri mais é McIlroy.

Curry é o oitavo atleta mais bem pago de 2017
8. Stephen Curry
U$ 47.3 milhões
BASQUETE
Campeão em 2015 e vice em 2016. Também não é de se estranhar que, aquele que até então era o maior jogador do Golden State Warriors, pelo menos até a chegada de Kevin Durant, ganhasse mais dinheiro por causa disso. Grana merecida, ninguém jamais havia feito tantas cestas de três pontos em uma mesma temporada. Assim foi cestinha e MVP da temporada regular. A quem diga que houve um aumento absurdo no aproveitamento dos times nas cestas de três pontos que mudou o jogo de basquete na NBA. Stephen Curry só confirma isso e recebe cada vez mais por isso.

James Harden é o nono mais bem pago de 2017
9. James Harden
U$ 46.6 milhões
BASQUETE
A nona posição, ao contrário da maioria das demais, prova que nem sempre ser campeão seja um quesito obrigatório para ganhar mais dinheiro. James Harden é o principal jogador do Houston Rockets e sonha em chegar a final já faz algum tempo. Candidato a MVP da temporada regular e garantindo sua equipe nos playoffs a cada ano. Falta um pouquinho mais para chegar lá, mas não falta muito para já estar aqui, entre os maiores salários do esporte.

Hamilton é o décimo mais bem pago de 2017
10. Lewis Hamilton
U$ 46 milhões
FÓRMULA 1
Se Nico Rosberg não tivesse se aposentado será que ele estaria no top 10 dos maios bem pagos do esporte? Hamilton foi campeão em 2015 e buscou o título de 2016 com a faca nos dentes, até a última prova tentando de tudo, mas não deu. Isso, no entanto, não foi motivo para que seus pagamentos diminuíssem e ele conseguiu entrar entre o mais bem pagos do último ano. O detalhe que impressiona é ver que o décimo ganha só um pouco a menos que a metade do primeiro. O dinheiro dobra em apenas dez posições, incrível.


Calendário esportivo de Julho de 2017

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O mês de julho de 2017 terá muitas atrações esportivas. As emoções já começaram no último sábado, com a largada do Tour de France de ciclismo que vai durar todo mês. Neste domingo já tem a grande decisão da Copa das Confederações de futebol e na segunda-feira o tradicional torneio de Wimbledon de tênis terá suas primeiras raquetadas. As coisas só melhoram ao longo do mês, confira abaixo as principais datas do calendário esportivo mundial no mês de julho de 2017.

1-23: Ciclismo - Tour de France

2: Futebol - Final da Copa das Confederações

3-16: Tênis - Wimbledon

9: Fórmula 1 - GP da Áustria

14-30: Campeonato Mundial de Natação

16: Fórmula 1 - GP de Silverstone

20-23: Golfe - The Open Championship

30: Fórmula 1 - GP da Hungria

O campeonato brasileiro de futebol, a Libertadores da América, Copa do Brasil e Sul-Americana, bem como a temporada regular do beisebol da MLB seguem com disputas ao longo de todo mês. Julho também contará com outros eventos esportivos além dos essenciais listados acima.

Corrigindo aquela "falha" de 2009

Ainda era o ano de 2008 e ainda era "apenas" o quarto título que ele ganhava em Roland Garros, mas na época já era possível apontar o tenista espanhol Rafael Nadal como o novo "Rei do Saibro". Isso ocorria porque ele também ganhava praticamente todos os outros torneios no saibro que ocorriam antes do Grand Slam parisiense, batia recordes incríveis de vitórias consecutivas e se mostrava como um jogador imbatível voando pela terra batida. Se não bastasse ele ainda começava a se aventurar em outros terrenos, ganhava na grama de Wimbledon, na Austrália e também no US Open em Nova York. Levava as Olimpíadas de Pequim e tinha tudo para um dia poder ser considerado até melhor que Roger Federer, o suiço que sofria nas mãos do espanhol, principalmente em finais de Grand Slam.

A sorte de Federer mudou em 2009. Para um espanto geral do mundo Nadal foi eliminado em Roland Garros. O problema era uma pequena lesão que atrapalhou sua preparação. Nessas horas vemos como existem tantos fatores envolvidos na conquista de um grande título. Se não fosse por esse pequeno detalhe em 2009, essa pequena falha ou acidente de percurso como podemos dizer, Roger Federer jamais iria ter um título de Roland Garros em sua carreira. Seria como Pete Sampras que era o grande "Rei da grama" e que alcançou o recorde de títulos de Grand Slam, mas que nunca havia vencido no Aberto da França. E por que 2009 foi uma fatalidade? Justamente porque em seguida veio mais uma sequência avassaladora.

Rafael Nadal havia vencido em Roland Garros quatro vezes seguidas e já era chamado de gênio. Depois de perder em 2009 ele conseguiu vencer outras cinco vezes seguidas. Se não fosse o pequeno tropeço em 2009 ele teria ganho dez vezes seguidas. Esse décimo título, no entanto, teve de ser adiado quando a carreira de Nadal entrou em colapso. Acontece com a maioria dos jogadores, aconteceu com Federer e atualmente está acontecendo com Novak Djokovic. A impressão que fica é que o jogador está acabado, que ele não tem mais condições de voltar àquela boa e velha forma que lhe renderam tantas glórias. Foram cerca de dois anos longe dos holofotes, vendo Djokovic e também o Andy Murray se tornarem os novos protagonistas da história. Mas então em 2017, coincidentemente junto com Federer, Rafael Nadal retorna das cinzas para terminar de escrever a história que jamais poderia ter sido interrompida naquele ano de 2009.

Na final do Aberto da Austrália o presente que os fãs achavam que jamais teriam a oportunidade de ver novamente. Lá suiço levou a melhor e aumentou sua coleção de Grand Slam que estava parada a tanto tempo. Depois foi a vez do espanhol começar a brilhar quando voltou a pisar no seu chão mais do que favorito. Monte Carlo e Barcelona, a sua coleção de dez títulos em cada um deles começava a ficar completa, mas ainda faltava o maior de todos, ainda faltava Roland Garros. Federer não está lá para perder novamente, Djokovic fica pelo caminho e Andy Murray é eliminado por Stanislas Wawrinka que mais tarde iria se arrepender ter chegado à final. Ninguém teve a menor chance, ninguém conseguiu vencer um set que fosse contra Rafael Nadal, ninguém jamais ousou desfaiar o grande "Rei do Saibro". Lá Décima veio com um sabor especial, veio depois de uma queda que parecia não ter fim, veio para reparar um erro histórico que jamais poderia ter acontecido, veio para coroar o maior jogador de saibro que o tênis já viu em todos os tempos.

Ele sonhava, enquanto a águia voava

Os passarinhos dão pequenos rasantes para manter as esperanças vivas, mas quando se vê o voo da águia, então o grande sonho estará renovado. Aquele velho sonho de criança, aquela busca obstinada pelo objetivo maior que sempre foi alcançar o ponto mais alto do cume, o topo do mundo, o lugar onde o silêncio confortador da paz eterna só poderia mesmo ser quebrado pelo grito eufórico de uma torcida apaixonada e entusiasmada. E lá vem o taco novamente para encontrar as costas castigadas da bolinha já tão machucada. Assim ela vai rolando e só para no fundo daquele buraco que pouco antes havia sido rejeitado no momento errado. Não balançou as redes e não foi um gol do Real Madrid, seu time do coração, mas os torcedores vibram e comemoram com o espanhol campeão.

Das mãos de Danny Willett vem o direito de vestir o paletó verde. A cena se repete todos os anos, foi de Phil Mickelson para Tiger Woods e depois voltou para ele novamente. Passou por Bubba Watson, Adam Scott e Jordan Spieth e claro pelo lendário e compatriota Seve Ballesteros, mas Sergio García jamais o havia vestido em toda a sua vida. O grande jogador que jamais foi campeão de um torneio Major. Parece até a história de Karl Malone, Allen Iverson e tantos outros grandes jogadores de basquete que jamais ganharam o título da NBA. A diferença, talvez, é que no golfe a longevidade é um pouco maior que no basquete. García tem 37 anos, porém está longe da aposentadoria. Longe ele também está das últimas colocações, mas chega de ficar empatando em segundo, desta vez ele foi mais além, ele foi até o lugar onde tudo é possível.

A Espanha no auge do esporte? Essa história não é de hoje e nem está voltando, ela só está consertando um erro que cometeu na época em que aconteceu. Enquanto Real Madrid e Barcelona dominavam o futebol, a Seleção espanhola fazia história conquistando Eurocopa e até Copa do Mundo. Na Fórmula 1 Fernando Alonso era chamado de o melhor piloto da atualidade, enquanto no tênis o grande nome era Rafael Nada, invencível jogando no saibro. Haviam espanhóis se dando bem em outros esportes também, era uma febre espanhola de domínio esportivo, incluindo até o golfe que tinha em Sergio García seu representante maior. O problema é que, como o Sargento, ele sempre perdia do Zorro, ficava com o mínimo e nunca faturava aquilo que precisava: o torneio Major.

O tempo passou e poucos espanhóis mantiveram sua força. Alguns seguem firmes, mas deixaram de ser unanimidades. Pelos fairway´s e green´s de vários cantos do mundo seguia Sergio García. Ele ainda mantinha as esperanças, mesmo que fossem apenas com rasantes de passarinhos. Ele sempre ficava no quase, e quase nem acreditava. Ele precisava de algo a mais, precisa de uma águia voando para continuar sonhando. E assim ela subiu no quinze da última volta no último dia, e não haveria mais tristeza no dia seguinte. O persistente empate com Justin Rose serviu apenas para garantir um pouco mais de dramaticidade e emoção no Augusta National Golf Club, o palco de mais um histórico Masters, que corou um persistente espanhol sonhador.

Seria uma alegria no final do dia?

Talvez ele tenha acordado cedo demais. Muito provavelmente trocou de horário no trabalho com alguém. Era preciso estar livre à noite porque tinha conseguido ingressos para o jogo do New York Knicks no Madison Square Garden. Então pegou o metrô lotado e foi trabalhar. Empurra empurra e o velho sentimento de parecer um sardinha enlatada. Pelo menos a nova linha amarela que demorou milhares de anos para ficar pronta é moderna e eficiente. O problema maior é o frio, já estamos em abril e ainda fazem menos de dez graus nas ruas. Os colegas de trabalho são irritantes, os clientes sempre tem razão e às vezes gritam demais, o patrão é exigente é o supervisor cobra muito e sobrecarrega o pobre funcionário. Pelo menos ele tem um salário e não foi para a rua como aqueles que trabalhavam no Carnrgie Deli.

Nos raros momentos de folga pode se sentar um pouco, o uniforme está sujo e mesmo com tanto frio do lado de fora o suor brota em sua testa, muito provavelmente pelo calor que faz na cozinha super equipada para oferecer uma comida quente para turistas e novaiorquinos famintos e insaciáveis. A vontade é visualizar uma vida melhor no futuro, quem sabe pelo menos poder ver o seu time disputando os playoffs mais uma vez. Mas a realidade é dura para o Knicks neste ano, mesmo quando pensou que Phill Jackson iria resolver todos os problemas, que Derrick Rose era a solução ou que Porzingis era a salvação. Com Carmelo Anthony não tinha erro e Joakim Noah era mais do que um simples complemento. Pelo menos deveria ser.

Finalmente chega a hora de ir embora, mas não para sua casa no Queen´s. No entanto, poderia chamar de segunda casa, de um lar para a busca da felicidade, mas que na verdade se tornou um pesadelo. A dois dias o Boston havia atropelado, e hoje era a vez de encarar o Chicago. O ingresso adquirido foi o mais barato, aquele que o dinheiro pôde comprar, negociado pela Internet a muito tempo, ainda no início da temporada, na época que sonhava ser este dia um dia mais feliz, um dia que estariam brigando por uma vaga nos playoffs pelo menos. Lá no alto, bem longe da quadra, os sonhos parecem distantes também. Rose se machucou e está fora, Noah foi suspenso e Porzingis também não joga. O que poderá fazer Anthony sozinho?

Alegre-se um pouco, esqueça os problemas. Aprecie as cheerleaders e deixe transparecer em seu rosto aquele velho sorriso que se foi a tanto tempo. O Chicago Bulls luta contra Indiana e Miami para manter sua vaga nos playoffs, aquela que parecia pertencer ao Knicks quando formou o time desse ano, mas quem entra no jogo parecendo que luta por alguma coisa é a equipe de Nova York. Mesmo que os playoffs não sejam mais possíveis, mesmo que o time seja quase todo reserva, mesmo que os números de Carmelo Anthony não representem nada como representam os de Russell Westbrook, mesmo que seja para apenas alegrar uma das quase vinte mil pessoas que lotam o Garden, a lendária arena que um dia não existirá mais. Aquele velho palco de um espetáculo que vai além dos teatros da Broadway, porque ele trás a alegria para o final de um longo dia.